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Amigos, essas duas ultimas semanas foram bem corridas e acabamos sendo relapsos com vocês. Embora tenhamos postados fotos deliciosas no instagram, não fizemos o mesmo com o blogger. Então, hoje vou compartilhar uma das minhas receitas mais antigas e aproveitar para conecta - lá com o nosso ultimo post, o da carne de onça.

Uma das coisas que mais gosto desse pequeno prazer de cozinhar, é poder impressionar os amigos com coisas simples. Não é preciso fazer um banquete completo para agradar o paladar e ganhar alguns elogios, você pode fazer pequenas coisas que serão notáveis como uma maionese caseira, um pão diferente ou aquele empratamento que mais parece o de um bom restaurante.


Então a dica de hoje é a receita de uma broa preta que aprendi com a dona Maria quando eu era pequeno. É uma receita típica alemã, mas com algumas adaptações brasileiras pela dificuldade de achar determinados ingredientes. Ela parece difícil, mas é fácil e não tem erro.



Mas o que ela tem de especial? Bem, ela fica uma delicia com a carne de onça, combina perfeitamente os sabores e aromas. Então, mãos a obra.

Schwarzbrot (Broa Preta)

Ingredientes:

250 g de farinha de trigo
250 g de farinha de centeio grossa
90 g de semente de girassol
60 g de castanha do Brasil
150 g de fibra de trigo
30 g de fermento biológico seco
200 ml de melado
300 ml de leite
1 colher de sopa de sal

Modo de preparo:

            Junte todos os ingredientes secos, menos o fermento, em uma vazilha. Misture o melado e forme uma massa homogenea sem sovar muito. Com o leite morno, misture o fermento para ativar a liberação do carbono, na sequencia misture na massa.
            Deixe crescer por volta de 20 min, enquanto isso, pré aqueça o forno em 170º C, unte uma forma com margarina e farinha. Coloque o pão na assadeira e deixe no forno por 1 (uma) hora, após esse tempo, cubra com papel aluminio e deixei por mais 1 (uma) hora cozinhando o pão.

            Desligue e deixe o pão esfriar por mais 1 (uma) hora dentro do forno. Pronto, agora é só aproveitar e se deleitar com esse pequeno prazer.



A comida com certeza é uma das culturas mais disseminadas de toda nossa história, ponto primordial para nossa evolução, perpetrando conhecimento adquirido ao longo dos séculos. Mas assim como a matemática, filosofia, biologia e tantas outras artes foram aprimoradas, o alimento também foi. Ele nunca teve fronteiras, tradições arraigadas de povos dos mais remotos lugares viajaram por todo globo e se misturaram a outras sociedades, a outras civilizações.

E isso é algo muito legal de se observar, pois a comida define parte de quem somos, está presente em nossa cultura e nos identifica. Modéstia a parte, já rodei muito pelo Brasil, conheço e ainda vou conhecer muitas coisas fabulosas em nossa terra, mas apesar disso nunca encontrei, em lugar algum, a carne de onça. O mais próximo que cheguei foi o Steak Tartare, que ainda assim tem lá suas diferenças entre um e o outro prato. Por isso considero essa uma iguaria tipicamente paranaense, para não dizer curitibana!


Mas como já disse, a comida já viajou muito, se modifica, se adapta a paladares e a outros ingredientes. Ela é versátil em sua essência, sem querer ofender os italianos tradicionalistas. Por isso é fácil observar semelhanças em diversos pratos, que assim como o Steak Tartare, a carne de onça se assemelha muito ao Kibe.


Em minhas investigações descobri que o Mett ou Hackepeter, prato típico alemão, fomentou a origem da carne de onça1. Esse prato germânico também é feito à base de carne crua e temperos fortes, mas se usa a carne suína ao invés da bovina. Por questões sanitárias, a carne de onça adaptou-se ao paladar brasileiro, usando a carne bovina e não usando a gema de ovo crua sobre o prato em sua finalização.


Existem muitas lendas urbanas em torno desta iguaria para explicar como surgiu seu nome, dentre elas, há duas bem famosas. A primeira é simples, porém bem plausível, pois como vai alho e cebola crua na receita, o indivíduo que se deleita leva de brinde um bafo de onça, por isso se daria o nome de carne de onça.

A outra já remonta até mesmo à criação deste prato por um bar curitibano, que era administrado por um casal de imigrantes alemães. Do balcão, sempre que alguém pedia a carne, o marido gritava o pedido - Solta uma carne, onça! - E então a referência carinhosa à esposa, acabou tornando-se o nome do prato.

O surgimento do nome possui histórias bem engraçadas, mas dentre elas, há uma história viva, onde o herdeiro da receita reivindica sua criação à autoria de seu pai. João José Werzbitzki, filho do seu Onha (Leonardo Werzbitizki), afirma que seu pai criou a receita e a servia na década de 50 em seu primeiro restaurante, o Embaixador2. Seu Onha, obrigado pela criação, o senhor é um gênio!

Mas aí entra uma acirrada discussão que divide paladares e aficionados pela querida onça. Pois conforme conta o seu filho, João José Werzbitzki, a carne de onça legitimamente curitibana não deve ser mexida e revirada com os temperos e muito menos acrescentado alho, além de que deve ser montada sob a broa e em camadas dispostas dos ingredientes. E ai meus amigos, reina uma ferrenha guerra sobre regras e originalidade da receita.

Mas é muito comum ver diversas maneiras de se servir e comer a carne de onça, particularmente existem lugares que são um show à parte em Curitiba, mas isso é um assunto para outro post. Quanto à receita, muitas foram passadas de geração para geração e acredito que não existe um modo certo de se fazer. Como costumo dizer, a comida é democrática e aceita diversas releituras. E nessa onda de releitura, vou repassar a minha com um toque especial.


Carne de Onça com cebola roxa

Ingredientes:

300g de carne moída
1 dose de conhaque
pimenta do reino
mostarda escura
1 dente de alho
azeite de oliva
1 cebola roxa
cebolinha
Pão preto
Sal

Modo de preparo:

Em uma vasilha coloque a carne moída e a dose de conhaque - a idéia do conhaque é para amaciar e esterilizar a carne - Depois, junte a pimenta e o sal a gosto, misture bem e reserve. Corte a cebola em brunoise, amasse o alho e pique a cebolinha, misture tudo com a carne e vá regando com azeite de oliva. Disponha num prato raso e sirva acompanhado de fatias do pão preto e mostarda escura.


Agora passo a bola para o meu amigo Adriano do Loucos por Ales.

Como é de se esperar, e como manda a boa etiqueta, diante do convite do amigo Diocleciano do Parva Volupta, trago para esse jantar a cerveja!

Em se tratando de carne de onça, a primeira coisa que me vem à cabeça são as cervejas de trigo, harmonização que já experimentei e garanto que dá certo veja aqui.

No entanto, aqui uma cerveja de trigo tradicional alemã poderia desaparecer diante das experimentações dessa receita em específico, já que ele caprichou na cebola roxa.

Diante dessa nova “concepção” sugeri duas cervejas de trigo mais escuras e em especial uma, com alguns temperinhos característicos da escola belga (witbier).

As escolhidas foram a Dum Grand Cru e a Erdinger Pikantus.


A Grand Cru da cervejaria curitibana Dum é o que eles chamam de double witbier com potentes 8,8% ABV (esquenta mesmo). Na composição, essa belezinha leva trigo, aveia, cascas de laranja fresca e coentro.

Imagine tudo isso acompanhando essa bela carne de onça, cujo sabor delicado fica enriquecido com a laranja e coentro da cerveja. Mas não se engane, a Gran Cru irá se fazer presente mesmo diante da mostarda preta e cebolas roxas.


Agora, se você quer seguir uma linha mais tradicional, ou preferir algo mais leve (não muito mais leve, 7,3% ABV) para um dia quente a sugestão é a Erdinger Pikantus.

Essa é uma Dunkler Weizenbock, com refermentação na garrafa, que promete também não sumir diante dos temperos do prato, com a vantagem de ter uma maior carbonatação que ajuda a limpar o paladar a cada garfada, amenizando o impacto da cebola roxa.

Agora é com vocês, experimentem, dêem novas sugestões, inovem e, acima de tudo, se divirtam e tenham um momento agradável bebendo e comendo qualidade.

A batata é um dos tubérculos mais consumidos por todos os seres humanos e extremamente versátil, com toda certeza o meu PREFERIDO. E como já dito anteriormente, estamos em busca de uma alimentação mais saudável ... Ou seja, a batata não deve estar presente.

Comida gostosa não significa ter muitas calorias, com algumas trocas é possível ter pratos que podemos encontrar em qualquer boteco, mas o resultado será um prato mais saudável e menos engordativo.

O purê de abóbora é muito mais saudável que o de batata. Claro que o
 purê de batata não é algo que diariamente estava no meu prato. A cada 100g de purê de batata, consumimos cerca de 124 Kcal1. Já com o de abóbora,  a casa 100g ingerimos apenas 46 Kcal2, bem menos da metade.

Agora, uma curiosidade bem interessante pesquisada pelo Dio é que, em algumas regiões do país encontramos alguns pratos variados de escondidinho, a torta pascal e a torta de madalena. A diferença baseia-se apenas no uso de batata pela mandioca e de carne seca pela carne moída1.

Mas não para por ai, na realidade, todos estes pratos não possuem só sua base em comum, todos são originários de um prato Frances, Hachis Parmentier.

Essa iguaria francesa consiste numa torta de puré de batatas com carne refogada e por fim gratinada. Seu nome se deu em homenagem a Antoine Parmentier, nutricionista francês dos séculos XVIII, que realizou muita pesquisa e publicou estudos sobre as qualidades da batata, contribuindo assim para o seu consumo na França.

Ele propôs o cultivo generalizado do tubérculo para o combate a fome, o que era ainda muito presente na sociedade daquela época. Chegou a desafiar o imperador Luiz XVI de que poderia alimentá-lo e satisfazer sua fome apenas com a batata. E assim surgia um prato simples, barato e geralmente feito com sobras2.

Diz a lenda que para poder propagar o tubérculo, o qual não teve muita aceitação pela sociedade francesa da época, a plantação era guardada por soldados de dia. A noite eles se retiravam, a população acreditando que tratava-se de algo muito valioso, roubava mudas e mais mudas disseminando as batatas por todo o país.

E a receita viajou mundo a fora, pois era evidente que um prato tão simples poderia ser reproduzido com facilidade e custo muito baixo. Existem versões por todo o globo, algumas frias como o caso da Causa Limenha, outras mais adaptadas aos tubérculos regionais como o escondidinho brasileiro.

Mas não importa qual seja o nome dado a essa receita, sua origem francesa esta documentada e datada em "Examen chimique de la pomme de terre", publicado em 17733. O que me faz agradecê-los ainda mais pelas sua delicias gastronômicas. Obrigado franceses, vocês são foda!

E essa é a nossa versão de Escondidinho, então fiquem com mais uma receita light.

Escondidinho de abóbora com carne moída

Para o recheio

Ingredientes:

250 g de carne moída
1 pitada  de louro em pó
1/2 cebola picada
2 dentes de alhos picados
10  tomates cerejas
pimenta calabresa
pimenta do reino
Azeite
Sal

Modo de preparo:

            Em uma panela, aqueça um fio de azeite, acrescente a cebola e o alho até dourar, adicione a carne moída e os tomates. Deixe refogando até secar. Tempere tudo com pimenta do reino e pimenta calabresa a gosto. Corrija o sal. Reserve.

Para o purê de abóbora

Ingrediente:

400 g de abóbora
3 colheres de creme de leite
1 colher de manteiga
noz-moscada
Sal

Modo de preparo:

            Descasque e corte em cubos a abóbora, numa panela, cozinhe até que esteja macia. Retire e processe até virar um creme. Acrescente a manteiga e o creme de leite, tempere com sal e noz moscada a gosto. Misture bem para que todos os ingredientes se incorporem.

Montagem dos pratos:

            Em um refratário, cubra o fundo com a carne moída, acrescente o purê de abóbora e leve o ao forno pré aquecido a 180 °C  por cerca de 15 minutos, ou até que a superfície esteja dourada. Para finalizar usei uma pimenta biquinho. Se quiser, você poderá montar seu escondidinho em refratários individuais, como fiz nas fotos.





Na realidade o post de hoje não é bem uma receita, mas sim dicas de ingredientes. Realmente, de um tempo para cá, os empórios gastronômicos de Curitiba tem investido mais nos pequenos e prazerosos ingredientes importados, o que faz muita diferença e pode deixar um simples prato com um sabor de outro mundo.


E um ingrediente que eu sempre tinha vontade de experimentar, já havia visto muito em livros, receitas e até mesmo nos Simpsons, a trufa ou tartufo. Como assim trufa? Não, não estou falando da trufa de chocolate, estou falando de uma fungo. Sim um gênero de fungo comestível, com aroma e sabores tão exóticos quanto a sua própria existência.


A trufa é na realidade um corpo frutífero, são os frutos do fungo, assim como os cogumelos. Ambos são estruturas reprodutivas temporárias que produzem esporos, a diferença entre um e outro é que as trufas formam se abaixo do solo, próximo as raízes de árvores1. É muito comum a utilização de porcos farejadores para encontrar essas pepitas.

A trufa branca e a negra são as mais comuns. Encontradas em algumas regiões da França e Itália, possuem seu peso em ouro2, mas ainda assim estão acessíveis a nós meros mortais. A trufa branca é mais delicada, mais cara e por sua vez mais aromática que a trufa negra, as mais célebres vem de Alba, no Piemonte, Itália.

As trufas negras, como já disse, são mais resistentes ao manuseio e seu aroma é menos acentuado, mas nem por isso perde seu brilho. Seus melhores exemplares vem do Condado de Périgord, França3.


Ainda não tive o prazer nem a oportunidade de encontrá-la fresca, porem é possível encontrá-las em conserva, em azeite de oliva aromatizado e até como creme. E se você deve estar pensando agora, mais e como eu como isso? Oras, de varias formas! O tartufo vai bem em massa, risoto, polenta e até mesmo em ovos fritos ou tradicionalmente usado em ovos poche.
.

Mas se você ainda ficou em duvida de como usar essa iguaria, aqui vai uma receita simples e básica para aflorar o aroma e sabor da trufa.

Fettuccine ao molho branco com trufa negra

Para a massa

Ingredientes:

400g de farinha de trigo
16 gemas de ovos

Modo de preparar:
           
            Misture as gemas e a farinha até que fique homogênea. Envolva em papel-filme e deixe descansar por 30 min. Abra a massa em espessura fina. Corte em tiras largas. Cozinhe em água fervente abundante com sal. Reserve.

Para o molho

Ingredientes:

250 g de nata fresca
100 ml de leite
50 g de manteiga

Modo de preparar:

            Em um panela, junte todos os ingredientes e aqueça em fogo médio. Mecha até formar um molho espesso e homogêneo. Reserve.

Para montagem

Ingredientes:

1 trufa negra

Montagem dos pratos:

            Em um prato fundo, disponha uma porção da massa. Use um garfo grande para auxiliar a enrolar o fettuccine de forma que lembre um ninho de pássaro. Coloque o molho por cima numa quantidade suficiente para que não transforme o prato em uma piscina. Por fim, rale a trufa negra por cima do prato, isso vai liberar todo seu aroma e sabor.

Já faz algum tempo que tivemos a idéia de criar um blogger. Inicialmente seria somente "Food Hunters", aonde estaríamos compartilhando nossas experiências gastronômicas, afinal adoramos degustar!!!

Alguns anos se passaram ... veio o casamento. E hoje a idéia inicial já tem outro formato. Com o casamento muitas rotinas mudaram ou melhor até dias atrás não existia rotina, sempre acabávamos comendo alguma coisa comprada. Depois de nove meses, resolvemos criar a nossa rotina, na qual iríamos comer somente aquilo que preparamos e é claro deixar a preguiça de lado.

Estamos quase completando 30 dias de reeducação alimentar, acreditem não tem sido nada fácil, pois cozinhar todos os dias algo que seja saudável e gostoso é extremamente difícil, afinal existem sabores que não tem como ser substituídos, pois alguns alimentos são saborosos apenas naquela versão MEGA calórica. E como a vida não me deu o dom de ter aquele SUPER metabolismo. O grande desafio é fazer o integral ser saboroso.

Mas vamos parar com este blá-blá-blá ...
Cada pessoa tem uma habilidade na cozinha, e já conto que o salgado não é meu forte, mas HOJE eu me superei ... Fiz uma torta integral de espinafre com cebola caramelizada e creme de ricota. E que fique bem claro eu NUNCA gostei desse vegetal, não tinha POPEYE que me incentivasse a ficar forte.




Torta integral de ricota, espinafre, cebola e alho poró caramelizado

Para massa

Ingredientes:

1 xícara de farinha de trigo integral
1/2 xícara de farinha de trigo branca
2 colheres de manteiga
1 pitada de sal
água filtrada até dar o ponto (+ ou – 1/2 xícara)

Modo de preparo:

            Misture todos os  ingredientes até formar uma massa farelenta. Adicione a água aos poucos para unir a massa, até que ela esteja firme e desgrudando dos dedos. Deixe a massa descansar por 10 minutos. Após, abra a massa sobre uma forma de fundo falso untada com margarina. Reserve.
            Para a primeira camada da torta (recheio de baixo), pique uma cebola em cubos grandes e 2 talos de alho poró em fatias. Em uma panela, refogue-os com um fio de óleo, assim que eles murcharem, adicione 2 colheres de açúcar demerara e 2 colheres de molho Inglês. Deixe o açúcar derreter, desligue o fogo , coloque esta mistura sobre a massa.
            Para a segunda camada da torta (recheio do meio), lave bem e cozinhe um maço de espinafre em uma panela, cozinhe em fogo baixo até as folhas murcharem. Desligue o fogo, espere esfriar, retire as folhas da panela, espremendo para retirar o excesso de água. Pique o espinafre e coloque sobre as cebolas na torta.
            Para a terceira camada da torta (cobertura), bata no liquidificador 1 xícara de ricota amassada, 2 ovos, 1 caixinha de creme de leite light, noz moscada e sal a gosto. Finalize a torta colocando a mistura da ricota em cima.
            Asse em forno pré-aquecido à temperatura média, por aproximadamente 50 minutos ou até que a torta fique firme. Nos primeiros 30 minutos de forno, asse com uma folha de papel alumínio por cima. Após 30 minutos, retire o papel, e asse por mais 20 minutos.

Nós adoramos muito espero que vocês também gostem!!







Sempre achei difícil elaborar um prato bonito com costelinha de porco, exceção a Costelinha à Brás do Alex Atala, até porque costelinha de porco é algo meio bruto, meio ogro, para comer com a mão e se lambuzar.

É certo que o AppleBee's e o Outback refinaram o prato trazendo formas diferentes, como costelinha com molho barbecue e billabong. Confesso que até inventei no churrasco, passando a costelinha na farofa de mandioca crua para assar na brasa, mas nada muito gourmet ou sofisticado.



Então pensando no ingrediente, resolvi ousar uma apresentação e misturar sabores. Modéstia a parte, essa de longe é uma das minhas melhores receitas, passando longe do carneiro vitrificado na geléia de morango com anis estrelado, do qual futuramente postarei a receita.

Bom, chega de papo e vamos a receita por que eu sei que vocês devem estar babando só de ver esta delicia.

Costela de porco desossada com purê de batata doce na calda de bordo com macadamia e flor de sal defumada

Para a costela de porco

Ingredientes:

4 ripas de costelinha
1 cebola
1 dente de alho
pimenta do reino
sal

Modo de preparo:

            De preferência, compre a costelinha já desossada, caso contrario basta fazer um corte reto de um ponto ao outro da ripa de costela na parte mais próxima ao osso, depois é só ir descolando a fibra do osso, reserve. Amasse o alho, pique a cebola, junte o sal e a pimenta do reino a gosto, deixe marinar um pouco.
            Pré aqueça o forno a 220 ªC por 10 min. Em uma assadeira untada com azeite de oliva arrume as costelinhas lado a lado e deixe assar por 35 min em fogo alto. Finalize na frigideira bem quente, selando todos os lados. Reserve.

Para o purê de batata doce

Ingredientes:

500 g de batata doce roxa
200 ml de creme de leite
50 g de manteiga sem sal
pimenta do reino
noz-moscada
flor de sal defumada
sal
Modo de preparar:

            Descasque e cozinhe a batata. Depois de cozida, em um recipiente amasse até ter a consistência de purê. Misture com a manteiga e o creme de leite, tempere com a pimenta, sal e noz-moscada a gosto. Depois de bem homogeneizado, leve ao fogo mexendo sempre até obter uma consistência tenra. Reserve.

Para calda

Ingredientes:

50 g de macadamia crua
50 ml de caldo de bordo

Modo de preparar:

            Na frigideira que foi selado a costelinha, aqueça as macadamias para que soltem seu óleo e aroma. Retire a frigideira do fogo e acrescente a calda do bordo com ela ainda quente para incorporar os sabores.

Montagem dos pratos:


            Com uma colher de sopa, coloque uma porção generosa do purê em uma extremidade do prato. Com o fundo da colher, puxe o purê em linha reta ou num semi-circulo. Disponha as costelinhas enviesadas no fim do purê. Solte as macadamias aleatoriamente no prato e despeje o caldo por cima de tudo. Salpique a flor de sal defumada por cima do purê.


Já esta mais do que na hora de eu parar de procrastinar e começar a escrever neste blogger. Sim, todos procrastinamos em algo! Por muito tempo concebi essa idéia, mas ela ainda não nasceu, então deixarei de sonhar o texto fixo utópico que sempre imaginei para estar na primeira página e começarei sendo sucinto.

É claro que posteriormente estarei explicando o nome do blogger, quais são os nossos objetivos. ― Os meu, da Biana e do Rafa, se eles vierem a postar! ― Mas enfim, vamos deixar de prolixidade e tratar já do que se diz respeito à este primeiro post.




Hoje o post é de receita, ou seja, uma receita que fiz aqui em casa e estou compartilhando o resultado com vocês. Lógico que como food hunter e entusiasta da gastronomia teremos caça a restaurantes e comidas deliciosas, viagens, hotéis e etc; Por hoje, fiquem com o meu maior  pequeno prazer, o de cozinhar.

Filé de tilápia em crosta de nozes pecã e salada de repolho roxo com molho de iogurte


Para tilápia

Ingredientes:

3 un de torradas industrializadas (Bauducco serve)
400 g de filés de tilápia
100 g de macadâmia
100 g de nozes pecã
pimenta calabresa
pimenta do reino
manjericão seco
azeite de oliva
noz-moscada
alho seco
orégano
sal

Modo de preparo:

            Em uma vasilha separe os filés de peixe, temperando os com sal, noz-moscada e azeite de oliva. Em um processador ou mixer, adicione as torradas, nozes, macadâmia e demais temperos secos a gosto. Triture tudo ate ficar uma farofa grossa.
            Empane os filés de peixe na farofa e numa assadeira que possua grade, disponha os lado a lado. Pré aqueça o forno a 180 ºC por 10 min antes, após isso deixe a assadeira com o peixe por volta de 60 min a 220 ºC.


Para salada

Ingredientes:

1 colher de sopa de mostarda em grãos
250 g de iogurte natural sem açúcar
5 un de azeitona (sem caroço)
1 colher de sopa de gergelim
1/4 de repolho roxo
5 un de amêndoas
1 un de jalapeno
2 dentes de alho
2 un de cenoura
1/2 cebola roxa
1 un de tomate
5 un de pepino
sal

Modo de preparo:


            Bater em um mixer o iogurte, mostarda em grãos, pimenta chipotle, azeitonas, alho, pepino e sal a gostos, até virar a consistência de um creme e reserve.
            Picar ou ralar finamente o repolho, cebola, cenoura e tomate, misturar em um recipiente com o creme. Salpicar gergelim e a amêndoa quebrada por cima.

Bem pessoal, espero que tenham gostado, por hoje é só.